Planos de Saúde e as Negativas Abusivas: O que você precisa saber para se proteger.
Eunice Cespi - Advocacia
7/10/20252 min read


Quando contratamos um plano de saúde, esperamos ter segurança e amparo nos momentos mais delicados da vida, quando a saúde ou a de quem amamos está em risco. No entanto, muitos consumidores são surpreendidos com negativas injustas de exames, cirurgias, medicamentos ou até internações, justamente quando mais precisam.
Mas você sabia que boa parte dessas negativas são abusivas e ilegais?
Então surgem os questionamentos. Por que os planos de saúde negam tanto?
As operadoras de saúde alegam diversas justificativas para negar cobertura. As principais são: tratamento fora do rol da ANS, que o procedimento solicitado não está na lista da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), ou mesmo, que o contrato entabulado não abarca tal procedimento.
Mas atenção: o STF já reconheceu que o rol da ANS é exemplificativo, ou seja, não é uma lista fechada. Se houver prescrição médica e respaldo científico, o plano PODE ser obrigado a cobrir.
Na prática, se o tratamento tem indicação médica, respaldo técnico e visa preservar a saúde ou vida, o plano pode estar obrigado a fornecer.
Quais são os prejuízos para quem sofre esse tipo de negativa?
A negativa indevida de um plano de saúde pode trazer danos irreparáveis, como, agravamento da doença; atraso em um exame, cirurgia ou tratamento que pode causar evolução da doença e até perda de chances de cura; abalo psicológico, pois, o paciente e a família ficam vulneráveis, inseguros, sem saber como ou onde buscar ajuda; danos financeiros, tendo em vista, que muitos acabam pagando do próprio bolso, se endividando ou vendendo bens para ter acesso ao que já deveria estar garantido.
✅ O que o consumidor pode fazer?
Se você recebeu uma negativa do plano de saúde, não aceite sem questionar. Veja alguns passos:
1. Peça a negativa por escrito: A operadora é obrigada a informar o motivo da negativa de forma clara e formal.
2. Guarde a prescrição médica e demais documentos: Isso será fundamental para comprovar a necessidade do procedimento.
3. Busque orientação jurídica especializada: Muitas vezes, uma medida judicial urgente pode garantir o tratamento em tempo hábil.
Conclusão
A saúde não pode esperar. Quando o plano de saúde age com abuso, a Justiça pode e deve intervir para proteger o consumidor. O que está em jogo não é um simples contrato, mas o direito à vida, à dignidade e ao cuidado.
Se você ou alguém próximo já passou por isso, saiba: você não está sozinho. A informação é a sua maior arma e a Justiça, a sua aliada.
Meu nome é Eunice Cespi e sou advogada especialista em relações de consumo.
